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geral, devido ao impedimento (incompreensível) do teor filosófico das obras letradas. Magistral, como sempre, preste a atenção: há pérolas, como "Intermezzo to act III from Carmen", de 1997, bastante desconhecida, com uma levada de bossa nova e uma orquestra aparentemente mais opulenta. Toccata pela sua original mistura renascentista à bossa nova (nos remete em muito às cancionetas de Chiquinha Gonzaga, inclusive); Odara, para mim, a melhor interpretação do seu tempo; Somos Todos Iguais Essa Noite de Ivan Lins; O Que Será de Chico Buarque, com uma levada extraordinária; Juízo Final, épica; Sabiá Marrom, composta por ele e Alcione; Alia Souza, que é uma música francesa e a qual nos remete, no arranjo de Paul, ao que se chamou de ‘samba esquema novo’, hoje dito samba rock, tanto pelos elementos
quanto pela estética harmônica; e a rural Ponteio, extraordinária (do super jovem à época, Edu Lobo), dos anos 60 (tempo, para quem não sabe, que Paul gravou um desconhecido disco com Badem Powell – Samba en preludio, Adagio e Prelude); Pata, Pata foi composta por uma sul-africana, Mirian Makeba, mas fez sucesso com o arranjo de Sivuca, entre muitas outras maravilhas. O cantor e compositor francês Hanri Salvador morreu aos 90 anos no dia 14 de fevereiro de 2008. Quando da morte dele acabei descobrindo, talvez, a veia brasileira de Mauriat, sendo que ele interpretou várias músicas de Mauriat e este dirigiu alguns de Henri, como se sabe. Veio à tona uma situação inusitada, até. Henri, que cantava desde os 17 anos, era apaixonado pelo Brasil e sua cultura e é considerado um dos artistas que influenciou por tabela a bossa nova, teoricamente inventada pelo Tom. Inclusive ganhou até mesmo uma condecoração do governo brasileiro por sua contribuição à criação da bossa nova . 
Paul Mauriat com Elis Regina e Edu lobo
Manhã de Carnaval, de Luis Bonfá, com Mauriat, em 1996.
(clique aqui ou na imagem para ver o vídeo)
Diz-se que ele, antes mesmo de Tom ter esse feeling, no final dos anos 50 (quando Paul Mauriat participava dos seus álbuns), diminuiu a cadência do samba e misturou-o ao jazz criando um sucesso, "Dans mon Île", em 1957. O escritor Ruy Castro (que escreveu a história da música brasileira) contesta, dizendo que Tom já havia feito Correnteza, por exemplo. Mas também não
explica se Salvador teve contato, antes de "Dans mon Île" com a nova corrente musical que Tom inventara. Diz Salvador: "Apresentei uma canção, "Dans mon Île", no filme italiano "Europa de Noite", e meu amigo Sergio Mendes me contou que, quando Jobim viu o filme no Brasil, disse: "É isso aí. É o que nós temos de fazer: atrasar o andamento do samba, botar acordes modernos e transformá-lo num ritmo completamente novo". De qualquer forma, "os outros que se importem com os ossários!", como disse Neruda. E foi nessa mesma época que Paul e Salvador tinham uma parceria. Aqui estão algumas músicas de Paul que Salvador gravou com sucesso e dirigidas por Paul, também. O bolero Rendez-vous au Lavandou, composta por Mauriat, foi regravado em 1972, no volume 15 brasileiro.
(capa meramente ilustrativa)
1977 - Juízo final
1977 - Morte de um poeta
1977 - Mulher Brasileira
1977 - Mulheres de Atenas
1977 - Pavao mysteriozo
1977 - Sabia marrom - c Alcione
1977 - Só louco
1978 - A noite vai chegar
1978 - Amigo
1978 - D. João
1978 - Foi assim
(capa meramente ilustrativa)
1978 - O que será (A flor da terra)
1978 - Odara.mp3
1978 - Pra que chorar
1978 - Querelas do Brasil
1978 - Somos todos iguais nesta noite (E o circo de novo)
1980 - Começar de novo
1980 - Elie Upa
1980 - Estrada do sol
1980 - Mania de você
DISCO MUSIC:
A disco music ou discothèque, é mais do que música para dançar. De influência tipicamente negra e latina, a disco nasceu e morreu com o estigma racial, sócio-econômico e do preconceito. Surgida lá pelos idos de 1970, a partir da mistura de ritmos do funk, do soul, da salsa e com algumas levadas jazzísticas, era, inicialmente executada apenas em pequenos clubes de dança norte-americanos, mas chega a ganhar uma identidade muito bem definida. Entre as questões sociais que contribuíram para o crescimento da disco, a partir de 1975, estão o aumento de consumo de gravações entre negros e latinos acima do consumo do público branco (devido a abertura de novos postos de trabalho), além do aumento da independência financeira das mulheres, da liberação gay e a já consolidada revolução sexual. Com uma modalidade de compasso que lembra a batida do coração, era harmonicamente alegre e preenchida de uma profusão de instrumentos, na maioria das vezes com orquestra. Claro, Mauriat, apesar de aparentemente ter sempre resistido ao senso comum, entra nessa onda. E tanto assim, que Overseas Call, de 78, levou da Billboard um título como um dos melhores de disco daquele ano. Efêmera diante de tantos outros gêneros, a
disco music morre incompreensivelmente já no início dos anos 80, num lance histórico até mesmo vergonhoso. Como tudo que é excessivo, tinha coisas boas e ruins, mas as razões vão desde a movimentação dos puristas do rock até nada sutis sentimentos racistas e homofóbicos. As coreografias que a caracterizaram eram taxadas não apenas de tolas, mas também de 'efeminadas'. Os fãs do rock tradicional diziam: 'disco suks!'. E os racistas diziam que era música de negros e latinos. Tanto assim que em 79 foi promovido um movimento chamado 'Disco Demolition Night', onde um cara explode uma caixa cheia de discos de vinil de disco music, num estádio de futebol; ironicamente o cara foi parar no hospital, cravado de pedaços dos mesmos. De vez em quando passa essa cena tragicômica em algum canal fechado. Uma pena. Não se sai mais de casa para ouvir outra coisa nas casas noturnas que não seja psyrance e outras coisas estranhas. De qualquer forma, viva democracia e a liberdade de expressão. E nos embalos da 'disco', preste a atenção em A noite vai chegar, The joy of you, Overseas call, Penelope e La reine de Saba disco e Ou sont les femmes, sucesso no mundo todo, menos aqui. .jpg)
1978 - Power jam (part 2)
1978 - Soca and so on
1978 - Take a chance on me
1978 - The joy of you
1978 - You can do it
1979 - Copacabana (At the copa)
1979 - Gloria
1979 - MacArthur park
1979 - Mizuiro no ame
1979 - Monday Tuesday, Laissez-moi danser
1979 - Monkey magic
1980 - Charles Aznavour - La dispute
1980 - O saathi re
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A safra de 1978 é extraordinária. A de 77 , na minha opinião não é tão boa, talvez pela busca de um padrão norte-americano; alguns timbres, até então fortes, acabaram suprimindo-se, digamos assim. Mas não deixa de ter lá seu encanto, como sempre. 1978 é uma das minhas fases preferidas especialmente pelas levadas em forte rhytm & blues que caracterizavam a época e os arranjos típicos da 'base' de Paul (dizem que esse padrão foi por influência de Quince Jones, quando se encontraram no final dos anos 60, de acordo com um artigo aqui da net). Interessante o ecletismo desse
período: além das versões das músicas brasileiras (que foram gravadas aqui no Brasil e com músicos brasileiros), observa-se um álbum norte-americano, gravado em Nova York com levadas de jazz-rock e de disco music e um alemão, com arranjos num teor erudito, diga-se assim (que não está aqui, por enquanto)। Esse álbum norte-americano chegou ser comentado na Billboard como um dos melhores de disco music, da época, como já comentei, de acordo com um site sobre r&b - passou longe do Brasil, uma pena. Aqui, mais da metade das músicas não foram lançadas no Brasil - incompreensível a cabeça das gravadoras, mas cá estamos.1976 - At seventeen (17 ans)
1976 - Can't give you anything (but my love)
1976 - Don't go breaking my heart
1976 - I'm not in love
1976 - Let there be light
1976 - There's a kind of hush
1976 - Toi, la musique et moi
1976 - Viens faire un tour sous la pluie
1977 - Money, money, money
1977 - Percival street
1977 - Piano star
1977 - Sunny
1978 - Lettre a Helene
1978 - We are the champions
1979 - After the love has gone
1979 - Lonely corner (Yume sarishi machi kado)
1979 - Part time love
1979 - The logical song
1979 - Toujours la
1979 - You're the one that I want
1980 - Pop horn
1980 - Romantic laser
Por volta de 1980, a fase latino-americana. Até um reggae entrou em pauta, em Elie Upa, interessante e que não foi lançado no Brasil, como sempre, assim como boa parte da produção desse período.
1976 - Eastern love song (Arirang)
1976 - Minuetto
1976 - This melody
1977 - C'est la vie
1977 - If it's magic
1977 - Nobody does it better
1977 - Voici les cles (Nel cuore, nei sensi)
1978 - Elle m'oublie
1978 - Eva
1978 - Wonderful world (What a)
1979 - Honesty
1979 - Le coeur grenadine
1980 - Aerosong
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Olá, tudo bem? Você saberia me dizer onde a gravação de "Sabia marrom" saiu com letra?
ResponderExcluirObrigado!
Oi, Tiago! Sim, contada pela Alcione, com a Orquestra, mesmo em 1977. Deve estar aqui, mas estou com problemas com os direitos autorais e de tempo para realocar todos esses arquivos. No mais, grande abraço! Te peço que aguarde um pouco que, talvez nas minhas férias, eu coloque tudo de volta, aqui.
ResponderExcluirMuy bueno tu sitio, chicooooooooooooooooo...
ResponderExcluirMe ha gustado mucho el Blog, sobre todo que soy fan del legado del Maestro, tengo muchos discos de él sin embargo no conocia muchas cosas de su biografía, saludos desde Costa Rica
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