quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Paul Mauriat - 81 a 83 - Smooth, lounge

1982-83 – ELETRÔNICA EM PAUTA:

1982 é o marco da era eletrônica. Já nota-se uma base, bateria e etc., 'eletronizada', digamos. Mas de qualquer forma, Paul não se rendeu à tendência duvidosa do excesso de ecos em baterias (presente em quase todas as gravações que começavam a ser feitas na época) e cordas, padrão técnico que dava a impressão de se estar em um palco, ao vivo; um exemplo são as London Symphony e a Royal Philharmonic e as bandas de rock progressivo, bastante presentes na época.
Mauriat, como sempre fugindo do senso comum e acertando, em minha opinião. Mas o uso da eletrônica torna, de forma geral, na minha concepção, a música menos humana. Essa amplitude entre o acústico e o eletrônico vai ser notada claramente, mais adiante, a partir de 1984. Depois, só para constar, de 91 para cima, a veia acústica é retomada em obras muito bonitas, ainda muito originais.
Pontos a favor para as backing-vocals
brasileiras do Trio Esperança.

(capa meramente ilustrativa)

1981 - All those years ago
1981 - Donner pour donner
1981 - First to fly
1981 - Guilty
1981 - Love on the rocks
1981 - The winner takes it all, Super trouper
1981 - Mon fils ma bataille
1981 - Morning train (9 to 5)
1981 - Pour le plaisir
1981 - Prelude
1981 - The best of times
1982 - Blue eyes
1982 - Duo
1982 - Ebony and ivory
1982 - Empty garden

(capa meramente ilustrativa)

1982 - Head over hells
1982 - Live - Best of France
1982 - Love and love again variation II
1982 - One of us, When all is said and done
1982 - Tug of war, Take it away
1982 - Morning hunt
1982 - On my own (Out here)
1982 - Physical
1982 - Staccato
1982 - The green lake
1982 - Tout pour la musique
1983 - All right
1983 - Avant toi
1983 - Flashdance... what a feeling
1983 - Solitaire
1983 - Sunset opening

Paul Mauriat, Paul Guiot, Franck Giboni e
Dominique Poncet, l'équipe, em estúdio

1981 – SMOOTH, LOUNGE:

81 marca uma fase mais lounge (sala de espera), digamos assim. E por pura influência, talvez, do smooth jazz (de forma geral) que estava em pauta na época. Mas o mais importante, talvez, seja o fato de esse ano represente a fronteira de uma fase mais acústica para uma mais eletrônica, presente nas bases já no ano seguinte, 1982.

Mas era inevitável que isso acontecesse. Para mim, um extraordinário ano que representou, mais uma vez, a capacidade incrível de atualização desse maestro, sem que se perca a identidade. Por curiosidade, The green lake foi parte da trilha sonora composta por ele de um trhiller erótico chamado Roma Finestra Dalla; em 1982 são publicadas as outras músicas que fizeram parte dessa trilha, como Love and love again e Duo. O ponto alto está em Prelude 59.

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