1969 – JE T'AIME MOI NON PLUS:
Depende do ponto de vista do observador; mas talvez não tenha havido década tão intensa do
que a de 1960, considerada as duas décadas (60-65 e 65-68). Esse período representou, no início, a realização de projetos culturais e ideológicos alternativos lançados na década de 50, marcada por uma crise no moralismo rígido da sociedade, expressão remanescente do 'american way of life', coisa que não empolgava mais ninguém. 60 a 65 foi marcada por um sabor de inocência e até de lirismo nas manifestações sócio-culturais, e no âmbito da política é evidente o idealismo e o entusiasmo no espírito de luta do povo. A segunda, de 1966 a 1969, em um tom mais ácido, revela as experiências com drogas, os protestos juvenis contra a ameaça de endurecimento dos governos, a perda da inocência e a revolução sexual. Ah, a revolução sexual. Eu não era nascido, mas acredito que muitos marmanjos devem ter sonhado com a heroína espacial Barbarella, com a Jane Birkin e a mitológica (mas nem tanto) Mrs. Robinson - e ao som de Je t'aime moi non plus, diga-se. "Como uma onda irresoluta, eu vou e eu venho. Por entre o teu dorso eu me detenho. Oh, meu amor, o amor físico é sem saída. E eu me detenho. Não! Agora! Vem!", disseram Jane Birkin e o feiíssimo Serge Gainsbourg em Je t'aime.
que a de 1960, considerada as duas décadas (60-65 e 65-68). Esse período representou, no início, a realização de projetos culturais e ideológicos alternativos lançados na década de 50, marcada por uma crise no moralismo rígido da sociedade, expressão remanescente do 'american way of life', coisa que não empolgava mais ninguém. 60 a 65 foi marcada por um sabor de inocência e até de lirismo nas manifestações sócio-culturais, e no âmbito da política é evidente o idealismo e o entusiasmo no espírito de luta do povo. A segunda, de 1966 a 1969, em um tom mais ácido, revela as experiências com drogas, os protestos juvenis contra a ameaça de endurecimento dos governos, a perda da inocência e a revolução sexual. Ah, a revolução sexual. Eu não era nascido, mas acredito que muitos marmanjos devem ter sonhado com a heroína espacial Barbarella, com a Jane Birkin e a mitológica (mas nem tanto) Mrs. Robinson - e ao som de Je t'aime moi non plus, diga-se. "Como uma onda irresoluta, eu vou e eu venho. Por entre o teu dorso eu me detenho. Oh, meu amor, o amor físico é sem saída. E eu me detenho. Não! Agora! Vem!", disseram Jane Birkin e o feiíssimo Serge Gainsbourg em Je t'aime. 
Paul Mauriat e Jane Birkin em 1969
Os feios agradeceram (quem tem mais de 45 anos, hoje, sabe do que falo). E Paul fez as melhores e mais famosas versões, depois da original. Até há quem diga aqui na net que ela é originalmente composta por Mauriat. Duas? Claro. Uma mais cool para as ditaduras e os mais cristãos, digamos, e outra mais enfática, pra não magoar
ninguém, como disse Duane Allman. Em tempos de renovação de musicais e pisicodelismos, Oh, happy day e Aquarius dão o tom. Além de tudo o mais, todo mundo queria viver nas as cidades e a urbana Silver fingertips representa bem o frenesi burocrático em pauta: a de se ter 'dedos de prata' pra tantas Remingthon, Olivetti. Saudades de um tempo que eu não vivi.
ninguém, como disse Duane Allman. Em tempos de renovação de musicais e pisicodelismos, Oh, happy day e Aquarius dão o tom. Além de tudo o mais, todo mundo queria viver nas as cidades e a urbana Silver fingertips representa bem o frenesi burocrático em pauta: a de se ter 'dedos de prata' pra tantas Remingthon, Olivetti. Saudades de um tempo que eu não vivi..jpg)
SOUL MAURIAT – 1968-70:
No estouro da Motown, gravadora americana especializada em Soul Music e R & B, no decorrer dos anos 60, Mauriat, como amante da música norte-americana não tinha como não explorar esses conceitos. E eis essa interessante produção a qual, na minha concepção, continha elementos que iriam pautar a maioria das obras realizadas nos anos 70. Como sempre, muitas nem chegaram ao nosso
conhecimento, aqui no Brasil, à época. Com exceção de Pata, Pata, que tem uma levada latina, de resto são autênticas soul e r&b. De levada mais jazzística, Silver fingertips. Etude en forme de rhythm et blues é composta por Mauriat e vale pela originalidade, pela mistura de elementos; em alguns sites ela é citada como um ícone. Ademais, como sempre, com inserções na música brasileira.
conhecimento, aqui no Brasil, à época. Com exceção de Pata, Pata, que tem uma levada latina, de resto são autênticas soul e r&b. De levada mais jazzística, Silver fingertips. Etude en forme de rhythm et blues é composta por Mauriat e vale pela originalidade, pela mistura de elementos; em alguns sites ela é citada como um ícone. Ademais, como sempre, com inserções na música brasileira.(capa meramente ilustrativa)
1969 - Get back
1969 - I heard it through the grapevine
1969 - I want to live (Plaisir d'amour)
1969 - I'm gonna make you love me
1969 - Je t'aime moi non plus
1969 - Let the sunshine in
1969 - Love child
1969 - Midnight cowboy
1969 - My girl
1969 - O sonho
1969 - Oh, happy day
1969 - Silver fingertips
1969 - Square party (Western fingers)
1969 - Suspicious minds
1969 - Sweet charity
1969 - Toi l'amour et moi
1969 - I heard it through the grapevine
1969 - I want to live (Plaisir d'amour)
1969 - I'm gonna make you love me
1969 - Je t'aime moi non plus
1969 - Let the sunshine in
1969 - Love child
1969 - Midnight cowboy
1969 - My girl
1969 - O sonho
1969 - Oh, happy day
1969 - Silver fingertips
1969 - Square party (Western fingers)
1969 - Suspicious minds
1969 - Sweet charity
1969 - Toi l'amour et moi
(capa meramente ilustrativa)
1968 - Ponteio
1968 - Puisque tu m'aimes
1968 - Rain and tears
1968 - Respect
1968 - Summer samba (So nice) (Samba de verão)
1968 - The ballad of Bonnie and Clyde
1968 - This guy's in love with you
1968 - Those were the days (Le temps des fleurs)
1968 - Unchain my heart
1968 - When a man loves a woman
1968 - Wonderful world
1968 - You keep me hangin' on
1969 - Abraham, Martin & John
1969 - Alors je chante (Vivo cantando)
1969 - Chitty chitty bang bang
1969 - De musique en musique
1969 - Elenore
1968 - Puisque tu m'aimes
1968 - Rain and tears
1968 - Respect
1968 - Summer samba (So nice) (Samba de verão)
1968 - The ballad of Bonnie and Clyde
1968 - This guy's in love with you
1968 - Those were the days (Le temps des fleurs)
1968 - Unchain my heart
1968 - When a man loves a woman
1968 - Wonderful world
1968 - You keep me hangin' on
1969 - Abraham, Martin & John
1969 - Alors je chante (Vivo cantando)
1969 - Chitty chitty bang bang
1969 - De musique en musique
1969 - Elenore
(capa meramente ilustrativa)
1968 - Alouette (La peregrinacion)
1968 - Apres tout
1968 - Cent mille chansons
1968 - Eleanor Rigby
1968 - Granada
1968 - Hey Jude
1968 - I never loved a man
1968 - I say a little prayer
1968 - In the midnight hour
1968 - Irresistiblement (Irresistibly)
1968 - It's a man's man's man's world
1968 - J'ai peur, je t'aime
1968 - Last night
1968 - Mrs. Robinson
1968 - My way (Comme d'habitude)
1968 - Natural woman
1968 - Pata, pata
1968 - Perfidia
1968 - Apres tout
1968 - Cent mille chansons
1968 - Eleanor Rigby
1968 - Granada
1968 - Hey Jude
1968 - I never loved a man
1968 - I say a little prayer
1968 - In the midnight hour
1968 - Irresistiblement (Irresistibly)
1968 - It's a man's man's man's world
1968 - J'ai peur, je t'aime
1968 - Last night
1968 - Mrs. Robinson
1968 - My way (Comme d'habitude)
1968 - Natural woman
1968 - Pata, pata
1968 - Perfidia

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